Síndrome do Pânico aumenta a Pressão Arterial?

A pressão arterial pode variar por diversos fatores, como alimentação, sono, doenças metabólicas e exercícios físicos. Essa alteração é considerada normal quando ocorre de forma moderada durante o dia. No entanto, quando seu nível se apresenta muito alto durante um longo período de tempo, é preciso investigar.

A ansiedade e o estresse são outros dois fatores que influenciam no aumento da pressão arterial e, por isso, pode-se dizer que a Síndrome do Pânico causa essa alteração. Isso ocorre porque a taquicardia, sintoma típico do transtorno, acelera os batimentos cardíacos, resultando na condição durante uma crise. Esse é o principal motivo pelo qual as pessoas acreditam que estão tendo um ataque cardíaco ou que estão prestes a morrer.

Além disso, é possível que o efeito seja contrário, uma vez que a hiperventilação, outro sintoma da Síndrome do Pânico, causa a sensação de falta de ar e sufocamento, resultando na diminuição da pressão arterial durante um ataque.

Síndrome do Pânico pode causar Hipertensão?

Como visto anteriormente, a Síndrome do Pânico pode aumentar a pressão arterial durante uma crise. No entanto, ela não age sozinha para desencadear um quadro de Hipertensão, ou seja, a pessoa precisa ter uma pré-disposição para desenvolver o problema. Dessa forma, o transtorno de ansiedade não pode causar uma condição permanente da pressão sanguínea quando está sozinho.

 O que é Síndrome do Pânico?

mulher chorando durante uma crise de pânico

A Síndrome do Pânico é um transtorno de ansiedade, caracterizada por sintomas físicos e psicológicos bastante intensos. As crises costumam ocorrer de forma inesperada, durante qualquer atividade. A sensação de não saber o que está causando as alterações no próprio corpo causa um pânico ainda maior na pessoa que está sofrendo um ataque, pois a mesma acredita que há uma ameaça em sua volta.

Esse transtorno é mais comum em mulheres do que em homens, e acredita-se que as alterações hormonais femininas possam ser as desencadeantes do problema no início da vida fértil. No entanto, a condição pode ocorrer na infância ou em pessoas com mais de 30 anos. Além disso, é possível que alguns eventos caracterizados por estresse ou ansiedade também sirvam como um gatilho inicial para o desenvolvimento do problema.

O que causa Síndrome do Pânico?

A Síndrome do Pânico não possui uma causa exata, embora cientistas acreditem que fatores genéticos possam estar relacionados com o surgimento da condição. Outra hipótese aceita trata-se de uma disfunção no sistema de alerta do cérebro, que manda um sinal de perigo para todo o corpo em situações que não apresentam nenhuma ameaça.

Por fim, pessoas que apresentam algum trauma de infância ou têm mais pré-disposição para o estresse e ansiedade estão nos fatores de risco, e necessitam de tratamento imediato para evitar o desenvolvimento de alguma outra doença mais grave, como a Depressão.

Outros Sintomas da Síndrome do Pânico

mulher com mão no peito

As crises de pânico costumam iniciar com uma sensação de mal-estar, atingindo seu pico em 10 minutos. Durante o ataque, a pessoa passa por diversas sensações assustadoras, com sintomas físicos e psicológicos que vão além do aumento da pressão sanguínea.

Os principais sintomas da Síndrome do Pânico são:

Físicos 

  • Respiração ofegante;
  • Falta de ar e sensação de sufocamento;
  • Suor excessivo;
  • Tremores;
  • Calafrios;
  • Ondas de calor;
  • Boca seca;
  • Náuseas;
  • Dores abdominais;
  • Sentir que a garganta está fechando;
  • Dor no peito;
  • Dormência e formigamento nas mãos, pés ou no rosto;
  • Palpitações;
  • Batimentos cardíacos acelerados;
  • Dificuldade para engolir;
  • Tonturas;
  • Dor de cabeça;
  • Desmaios.

Psicológicos

  • Medo causado pela sensação de que está prestes a morrer;
  • Medo de enlouquecer ou perder o controle;
  • Pensamentos negativos;
  • Desespero;
  • Ansiedade;
  • Sensação de que algo trágico está prestes a acontecer;
  • Sensação de que está distante da realidade.

Como tratar Síndrome do Pânico?

mulher chorando numa sessão de psicoterapia

A Síndrome do Pânico deve ser tratada com o acompanhamento de um psiquiatra, que irá indicar medicamentos e terapias para a redução das crises e alívio dos sintomas.

A psicoterapia é geralmente recomendada antes do tratamento com remédios. A forma de terapia mais eficiente nesse tipo de transtorno é a Terapia Cognitiva-Comportamental, na qual a pessoa conhece e aprender a lidar com os sintomas da crise, em busca da aceitação e controle durante um ataque.

O tratamento da Síndrome do Pânico com o uso de medicamentos requer prescrição médica, e pode ser bastante benéfico quando combinado com sessões de psicoterapia. Os remédios mais usados nesse tipo de transtorno são antidepressivos e ansiolíticos, que irão agir no controle de sintomas físicos da crise. É importante ressaltar que o tratamento natural também pode trazer efeitos positivos quando somado a essas terapias.

Fontes:

http://www.scielo.br/pdf/jbpsiq/v58n2/v58n2a11.pdf

http://www.scielo.br/pdf/ramb/v44n1/2001.pdf