O que é Síndrome do Pânico?

As crises de pânico ocorrem quando uma pessoa está exposta a muito estresse e agitação, que quando acumulados com a ansiedade da vida urbana, acabam resultando em situações de pânico. Isso pode ocorrer com qualquer indivíduo, e suas causas podem ser identificadas de acordo com o modo de vida que ele leva. No entanto, o que pode desencadear uma crise de pânico quando a pessoa não se encontra em nenhuma situação de estresse extremo?

A Síndrome do Pânico é um ataque de ansiedade aguda muito intenso e grave, que costuma ocorrer de forma recorrente e inesperada durante a realização de qualquer atividade. O medo e o pavor de que algo trágico irá acontecer são os principais sintomas dessa condição, levando a pessoa a acreditar que está tendo um ataque cardíaco ou que está prestes a morrer.

Esse transtorno é mais comum em mulheres do que em homens, mas pode atingir qualquer pessoa, de qualquer idade. As crises costumam surgir no final da adolescência ou no período após os 30 anos, mas crianças também podem desenvolver o problema, mesmo que ele só seja identificado depois da infância.

Embora possa ocorrer de forma inesperada, sem um motivo aparente, alguns fatores podem desencadear o surgimento de crises causadas pela Síndrome do Pânico, como:

  • Situações anteriores de estresse extremo;
  • Experiências traumáticas, como ter presenciado um acidente ou situações de violência;
  • Ter sofrido com abuso sexual na infância;
  • Ter passado por alguma alteração muito impactante no estilo de vida;
  • Ter perdido algum parente ou amigo próximo.

O que Causa a Síndrome do Pânico?

mulher sentada no chão, com pavor causado pela síndrome do pânico

Como visto anteriormente, algumas situações podem influenciar no surgimento da Síndrome do Pânico. No entanto, as crises desse transtorno podem surgir sem nenhum motivo anterior, durante atividades comuns, como assistir televisão, tomar banho ou passear com a família.

As verdadeiras causas da Síndrome do Pânico ainda não são conhecidas, mas especialistas acreditam que elas possam estar relacionadas com a genética e como a pessoa lida com situações da vida. Indivíduos com o temperamento forte ou com mais predisposição para sofrer com estresse ou ansiedade também estão nos fatores de risco. No entanto, há uma hipótese de que possa existir uma disfunção no sistema de alerta do cérebro da pessoa, que faz com que ela entre em pânico em situações que não apresentam nenhum perigo.

Quais são os Sintomas da Síndrome do Pânico?

mulher com mão no rosto, com medo causado pela síndrome do pânico

A Síndrome do Pânico tem sintomas físicos e psicológicos bastante intensos, que podem ser confundidos por serem semelhantes a outros tipos de ataques, como um ataque cardíaco, por exemplo. As crises ocorrem de forma inesperada e podem durar entre 10 a 30 minutos, sendo piores quando estão no pico.

Os principais sintomas do transtorno incluem:

Físicos 

  • Respiração ofegante;
  • Falta de ar e sensação de sufocamento;
  • Suor excessivo;
  • Tremores;
  • Calafrios;
  • Ondas de calor;
  • Boca seca;
  • Náuseas;
  • Dores abdominais;
  • Sentir que a garganta está fechando;
  • Dor no peito;
  • Dormência e formigamento nas mãos, pés ou no rosto;
  • Palpitações;
  • Batimentos cardíacos acelerados;
  • Dificuldade para engolir;
  • Tonturas;
  • Dor de cabeça;
  • Desmaios.

Psicológicos

  • Medo causado pela sensação de que está prestes a morrer;
  • Medo de enlouquecer ou perder o controle;
  • Pensamentos negativos;
  • Desespero;
  • Ansiedade;
  • Sensação de que algo trágico está prestes a acontecer;
  • Sensação de que está distante da realidade.

O que é Agorafobia?

Agorafobia é um distúrbio de ansiedade, caracterizado pelo medo de estar em algum lugar ou alguma situação, fazendo com que a pessoa os evite a todo custo. Indivíduos que sofrem com Síndrome do Pânico podem acabar desenvolvendo esse tipo de fobia, pois acabam criando muito medo das crises. O problema é bastante grave, pois interfere na vida profissional e social da pessoa e, por isso, deve ser tratado imediatamente com acompanhamento médico.

Tratamento para Síndrome do Pânico

médico fazendo anotações durante uma sessão de psicoterapia, com paciente que sofre de síndrome do pânico

O tratamento para Síndrome do Pânico é geralmente realizado através de psicoterapia e uso de alguns medicamentos, uma vez que a combinação dos dois métodos tem mostrado mais resultados. Ele tem como principal objetivo diminuir a frequência e a intensidade das crises, ajudando a pessoa a lidar com os efeitos causados por ela.

A psicoterapia costuma ser indicada antes de qualquer outro tratamento, e a forma mais famosa é chamada de Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Nessa terapia, a pessoa aprende a entender o que acontece em seu corpo, buscando formas de enfrentar os medos causados pela Síndrome do Pânico.

O tratamento feito com o uso de remédios inclui antidepressivos e ansiolíticos, combatendo os desequilíbrios bioquímicos que causam os sintomas físicos da Síndrome do Pânico. É importante ressaltar que qualquer tratamento deve ser feito sob supervisão médica, portanto, não se automedique.

Fontes: 

http://www.saude.sc.gov.br/index.php/documentos/atencao-basica/saude-mental/protocolos-da-raps/9192-transtorno-de-panico/file

http://www.ufrgs.br/psiquiatria/psiq/Algoritmo%20do%20Panico%20%20final.pdf