Sintomas de Depressão

A depressão é um mal muito conhecido, principalmente no século 21. É uma doença psiquiátrica que causa alterações de humor. É caracterizada principalmente pela tristeza profunda sem motivo aparente. É de extrema importância buscar ajuda médica e psicológica, para poder tratar devidamente do problema. A depressão é uma doença que atinge aproximadamente 330 milhões de pessoas no mundo e não deve ser confundida com o sentimento de tristeza inerente a todos nós.

Pintura de Edvard Munch retratando um homem melancólico

A depressão pode ser causada por uma disfunção bioquímica no cérebro. Há uma falha nos neurotransmissores das sensações de bem-estar. Os neurotransmissores fazem a comunicação entre os neurônios. A serotonina é o neurotransmissor responsável pelo bem-estar. Logo, a pessoa que sofre de depressão sofre muito mais além da tristeza e melancolia profunda, que são os principais sintomas. O tratamento para depressão em quase 100% dos casos envolve remédios controlados e acompanhamento psicológico. O tratamento não tem um tempo exato de duração, podendo ser curto ou durar a vida toda. É comum no início os sinais não serem muito claros, já que começa com a tristeza e a tristeza é um sentimento comum. Porém, quando o sentimento perdura por mais de uma semana é necessário ficar atento. Buscar ajuda médica o quanto antes pode evitar quadros extremos de depressão.

Leve

Os sintomas da depressão leve costumam ser os mesmos da depressão comum, só que mais brandos. É caracterizado por fazer as atividades do dia-a-dia quase que normalmente, geralmente acompanhado de grande desmotivação. Um dos nomes para a depressão leve é distimia. Os sintomas costumam ser descontentamento, tristeza, melancolia, sonolência ou insônia, falta de apetite ou compulsão para comer, lentidão durante as atividades e falta de concentração. É essencial tratar a distimia, pois pode evoluir para um quadro mais grave de depressão.

Pintura de Amrita Sher-Gil retratando uma moça com olhar indiferente.

Profunda

Pesquisas afirmam que a depressão profunda pode causar disfunções cerebrais, alterando os neurotransmissores. A depressão profunda é caracterizada pela tristeza profunda, melancolia, alterações de humores e comportamentais. Alterações no sono, no apetite, concentração, autoestima  e alguns outros fatores podem ser fortes indícios de depressão profunda. Aproximadamente uma a cada cinco pessoas sofre de depressão profunda. É normal pessoas com este problema psíquico recusar ajuda médica e por isso isolar-se da família e amigos. Um dos maiores sintomas da depressão profunda é a sensação de desespero, que pode levar a pessoa ao suicídio.

Preste atenção às pessoas depressivas no seu círculo social. As ideias de suicídio podem aparecer em conversas sobre morte, morrer, comportamento imprudente, distribuir bens aos entes queridos, mudança comportamental de tristeza profunda para uma aparente felicidade e calma.

Pós parto

A depressão pós parto é um problema bem comum. A causa geral é a baixa hormonal após o nascimento do bebê e pode englobar fatores psicológicos. O nome para a fase que pode desencadear a depressão pós parto é puerpério e se refere aos 40 dias seguintes ao nascimento do bebe. Os hormônios despencam, avisando o corpo que o bebê está para nascer e os dias seguintes ao nascimento são duros e solitários. Muitas mães dizem se sentirem inseguras, incapazes, melancólicas e desamparadas.

A tristeza profunda que acompanha as mães, mesmo durante e depois do puerpério é conhecida como baby blues e pode encobrir facilmente uma depressão que está surgindo. O baby blues atinge cerca de 60% das mulheres brasileiras e surge até duas semanas após o parto. O diagnóstico da depressão pós parto quase nunca é errado e é acompanhado do baby blues surge. Esse problema atinge aproximadamente 15% das novas mães, que carregam consigo a culpa de não sentir felicidade pelo nascimento do novo membro da família.

Pintura expressionista de uma mulher triste.

Fatores que desencadeiam a depressão pós parto podem ser a culpa por não saber cuidar do recém nascido, a volta ao trabalho, o desmame, a falta de apoio na criação do bebê e principalmente a queda hormonal, que esteve em alta durante todo o período da gestação. A melhor forma da mulher tratar a depressão pós parto é contar uma rede de apoio, principalmente com o parceiro e com a família. Pedir ajuda para não ficar sobrecarregada com o filho não deve ser motivo para vergonha, principalmente durante o tratamento da depressão pós parto.

Na gravidez

A depressão durante a gravidez pode alterar o desenvolvimento do bebê. Pesquisas britânicas afirmam que em média a duração da gravidez dura 1 semana menos em gestantes depressivas. Os níveis de cortisol – o hormônio do estresse – são maiores e algumas inflamações causas pela depressão podem atingir o bebê. Além disso, os recém nascidos das mães com depressão eram mais chorosos e mas sensíveis à luz. As chances do bebê se tornar um adulto depressivo também são maiores. Os sintomas de depressão durante a gravidez são semelhantes aos outros: falta de apetite ou compulsão por comida, tristeza constante, falta de vontade de fazer as coisas, irritabilidade extrema, insônia, indiferença em relação à gravidez e desejo de se machucar. Os sintomas devem ser observados se duram mais de duas semanas, se for o caso, procure o médico imediatamente.

 

Fontes:

https://www.elsevier.com/about/press-releases/research-and-journals/depression-during-pregnancy-is-associated-with-abnormal-brain-structure-in-children

https://www.health.gov.au/internet/main/publishing.nsf/Content/01583965211717A9CA257BF0001E8D74/$File/whatdep2.pdf

https://psychiatryonline.org/pb/assets/raw/sitewide/practice_guidelines/guidelines/mdd.pdf